
O meu companheiro de
blogue José
Baptista já fez uma chamada (muito
oportuna) neste
blogue á entrevista da presidente do PSD á RTP, mas em nome do debate e da troca de opiniões que são a grande marca deste
blogue, permito-me deixar aqui
também algumas ideias.
Em primeiro lugar destacar que vivemos uma época de alguma agitação mediática no nosso partido: segunda-feira foi uma entrevista de Alberto João Jardim á SIC, ontem foi Manuela Ferreira Leite á RTP e domingo é Pedro Passos Coelho á dupla TSF/DN.
Quanto ao que foi dito por MFL, destaco as seguintes ideias:
.baixava impostos
.se fosse governo cortava o TGV
.devolveu credibilidade ao partido
.não incorre em nenhuma incoerência ao apoiar Santana, uma vez que era a presidente da Distrital da primeira vez que PSL foi candidato a Lisboa
.vai vetar Gonçalo Amaral a Olhão (bem)
.conseguiu que seja o PSD a definir a sua agenda mediática
.não gosta de grandes espéctaculos (embora tenha avisado que estamos a entrar em campanha eleitoral)
.é bom que Passos Coelho esteja a "ajudar a mobilizar o partido", algo que é "impossível um líder fazer sozinho"
e por fim:
.VAI SER A CANDIDATA A PRIMEIRO-MINISTRO PELO PSD, PORQUE ACREDITA QUE O TRABALHO FEITO VAI DAR FRUTOS E VAI VENCER AS ELEIÇÕES
Devo confessar que MFL não me surpreendeu. Esteve bem na parte económica (como sempre), lançou o "bombom" do TGV, tão ao gosto dos jornalistas, mas pouco mais.
Quanto ao partido confirmou aquilo que já se sabe de MFL, é uma pessoa obstinada que quando define um rumo o persegue até ao fim, contra tudo e todos. Foi assim enquanto ministra, é assim enquanto líder. Resta é saber o que irá essa postura custar ao partido. É que convém lembrar mais uma vez, que apesar de MFL achar que o trabalho desenvolvido vai dar frutos, esses frutos até agora são 23% nas sondagens e os indecisos a procurarem alternativas á esquerda no imprevisível BE.
PS(D):espero agora atentamente pela entrevista de PPC ao DN/TSF. Creio que vai ser um momento muito importante para definir se PPC é o líder que podemos vir a precisar, ou se não passa de mais um fogacho mediático. É a sua postura em relação á actual linha de rumo da CPN que o vai defenir, para o bem ou para o mal.